Atleta maranhense de handebol fala sobre racismo que sofreu em jogo

Crédito: Divulgação: SEDEL

No último sábado 27, o Complexo Sesi não foi palco só da vitória do time catarinense de 23 a 22, mas também de cenas racistas contra a atleta Gilvana, de 20 anos. O racismo partiu de um torcedor.

Em entrevista ao GloboEsporte.com, Gilvana comentou o ato racista e contou como se sentiu ao ser vítima. “Eu chorei durante e depois do jogo. Foi muito ruim”, revela.

“Tinha esse torcedor que toda hora ia no nosso banco ficar falando coisas horríveis. Teve uma hora que virei pra ele perguntei quem ele pensava que era. Foi quando ele disse um monte de coisa. Disse quem meu lugar não era ali. Disse que tinha que voltar para senzala. Chamou de vaca preta e outras coisas lá”, explica Gilvana para o site.

A jogadora dá conselhos a quem também for vítima do racismo. “Não liguem. Bola pra frente”. Segundo o portal, Gilvana dá um toque ao agressor: “desejo apenas que ele seja uma pessoa melhor”.

Em São Bernardo, Gilvana prestou boletim de ocorrência do ato na última quinta-feira (1). De acordo com a atleta na entrevista, dá-se a entender pelas informações iniciais que o agressor seja namorado de uma das jogadoras do time adversário.

           Notas sobre o caso

Confira na íntegra a nota da CBHb (Confederação Brasileira de Handebol).

“A Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) vem por meio desta afirmar que já está apurando os fatos a respeito das ofensas racistas por parte de torcedores contra jogadoras do time visitante, no jogo entre as equipes de Blumenau x Unip/São Bernardo. A partida que ocorreu no último dia 27 de outubro em Santa Catarina foi pelas oitavas de final da Liga Nacional de Handebol Feminina. A CBHb reitera que repudia todo e qualquer ato de racismo e que levará ao conhecimento do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para as devidas providências cabíveis dentro do que rege as leis esportivas”.

A equipe maranhense que revelou Gilvana, Barbosa de Godóis, repudiou o acontecimento. Confira na íntegra.

“O Barbosa de Godóis Handebol (BGH) vem a público repudiar qualquer atitude de intolerância contra qualquer ser humano. Nosso trabalho vai além das quadras, estamos sempre refletindo com nossos alunos/atletas princípios e valores, por isso exigimos punição aos envolvidos nesse episódio, pois tanto a Liga Nacional de Handebol do Brasil tomou as providências assim como a própria Gilvana já registrou Boletim de Ocorrência do fato. Não podemos assistir passivamente a este tipo de atitude, o que só nos deixa indignados”.

Acesse e leia nossos “Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol” 20142015 e 2016, com os casos de preconceito e discriminação no esporte brasileiro aqui

Fonte: Torcedores.com

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