Dota 2: Filipino é banido de Major por racismo; torneio de R$ 4 milhões sofre ameaça de boicote

Kuku é banido de Chongqing Major — Foto: Divulgação/TNC

Nesta segunda-feira, o pro player de Dota 2, Carlo “Kuku”, foi banido do Chongqing Major, torneio que distribuirá quase R$ 4 milhões, em janeiro, na China. O filipino da TNC Predator foi acusado de racismo ao usar linguagem discriminatória contra jogadores chineses em uma partida. O ciberatleta se desculpou, mas a Valve, desenvolvedora do game, interferiu e proibiu a participação de Kuku. Em meio a tempestade, um dos narradores ameaçou boicotar o evento e teve apoio de outros participantes.

O campeonato na China é o segundo Major no Circuito de Dota 2 e conta pontos para o The International, principal torneio do game. Além da TNC Predator, outros 15 times participarão da competição, incluíndo os brasileiros da paiN Gaming.

Em novembro, Kuku escreveu “ching chong” para jogadores chineses durante uma partida. De acordo com a TNC, isso causou furor no governo chinês. No domingo, a TNC postou no Twitter que a organização do torneio avisou que Kuku poderia ser barrado de entrar na China e que corria o risco do governo local cancelar o campeonato caso ele fosse.

Antes da Valve se pronunciar, pessoas ligadas ao jogo manifestaram revolta contra o banimento, já que o jogador já havia se desculpado e sido punido com 50% do que recebeu no Major de Kuala Lumpur (a equipe venceu cerca de R$ 230 mil).

– Se não autorizarem que o Kuku jogue no Major eu me recuso a narrar no torneio. Todos cometemos erros e um erro não pode te excluir de um campeonato que pode decidir toda uma carreira – postou o narrador Grant Harris.

David Parker, fundador do Beyond the Summit, disse que também faria o mesmo se o banimento estivesse vindo do governo chinês e não da Valve. Parker convocou o apresentador do jogo, Paul “Redeye”, para fazer o mesmo. Redeye topou.

Nesta segunda-feira, a Valve, declarou que o governo chinês não baniu Kuku do país e que a TNC, além de mentirosa, conduziu a situação da pior forma possível. De acordo com a desenvolvedora, quando uma organização não toma as providências corretas, eles precisam interferir e por isso baniram Kuku do torneio. Além da exclusão, a equipe perdeu 20% dos pontos no circuito.

Depois de todo tumulto causado, a TNC postou um pedido de desculpas a comunidade de DOTA.

– Primeiramente, queremos pedir perdão a toda comunidade de DOTA pela confusão que a situação causou. Respeitamos a decisão da Valve. As multas impostas por nós a Kuku e Paulo (manager) prevalecem. Vamos contratar um novo manager. Essa foi uma experiência de muito aprendizado e vamos nos esforçar em melhorar como organização – postou a TNC.

Um substituto para Kuku ainda não foi apontado. O torneio será de 19 a 27 de janeiroe e o campeão irá faturar cerca de R$ 1.4 milhão.

Acesse e leia nossos “Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol” 201420152016, e 2017 com os casos de preconceito e discriminação no esporte brasileiro aqui

Fonte: GloboEsporte

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