Exceção, time de futebol tenta superar barreiras impostas aos transexuais no esporte

Transviver, equipe formada por 18 homens trans, nasce no Recife em busca de inclusão no meio esportivo, que segrega desde a tenista Renée Richards na década de 1970

Foto: Camila Alves

Assista ao vídeo – Time trans do Recife quebra barreiras em busca de inclusão

Rejeitados pela família. Hostilizados e violentados na escola. Excluídos do mercado de trabalho. Uma rotina vivida por homens e mulheres transexuais no Brasil. No esporte, que historicamente traz consigo o princípio de inclusão, o cenário deveria ser diferente. Não é. Há dois meses, para tentar driblar esse cenário, nasceu o Transviver, um time de futebol do Recife. O primeiro no Nordeste. Segundo no Brasil. Fruto da ONG que carrega o mesmo nome, a equipe é formada por 18 homens trans que, ao menos uma vez na semana, marcam com as chuteiras o chão da quadra pública na praça Professor Calazans, no bairro da Madalena, zona norte da capital pernambucana.

“Sempre foi difícil porque eu não era aceito no time masculino e não me via no feminino. Eu era do time de base da escola, comecei a disputar o Paulistano, que era o campeonato de Paulista, e aí fui chamado para jogar no Náutico e no Sport. Mas comecei a ter conflito com a minha identidade de gênero. Se para mim Jogos Internos foi uma luta, imagine se eu entrar em um time, como será? Eu tenho muito medo. Eu posso até entrar, mas o que os outros vão falar de mim?”, questiona André Alves.

Time surgiu a partir de conversas entre os meninos que fazem parte da ONG Transviver — Foto: Elton de Castro

Estudante de educação física, André conta que sempre quis se inserir no universo masculino, mas, pela sociedade, não conseguia.

“Eu não entendia que eu era visto como uma menina. Eu me via como menino e não sabia que as outras pessoas me viam de outra forma. Na medida que eu fui crescendo, que eu vi que meu irmão ia ganhando características masculinas e eu ia criando características femininas, eu comecei a entrar em conflito comigo mesmo.”

Um dos integrantes da equipe, Vinícius Ruz, natural de Caruaru – a mais de 100km da capital de Pernambuco -, foi expulso de casa. Há um ano, deixou a cidade natal com a ajuda de amigos para estudar educação física no Recife. Gabriel Barbosa, que carrega a filha de sete anos para todos os treinos, ainda briga pela aceitação da mãe e da irmã. Áslan Silva, barbeiro no Recife, jogava com os primos na rua, mas sempre teve medo de ir além disso.

ONG Transviver funciona com profissionais que trabalham de forma voluntária, oferecendo assistência psicológica a LGBTs — Foto: Camila Alves

Guilherme Carvalho, por outro lado, com apenas 18 anos de idade, é um dos mais novos no elenco. Está no processo de transição há três anos. Neste meio tempo, sofreu ameaça de morte do tio, agressão verbal e física de desconhecidos nas ruas, assédio e ameaça de estupro “corretivo” – uma suposta forma de “corrigir” a sexualidade de uma pessoa – de alunos na escola em que estuda.

“Ele ficou passando a mão no meu cabelo e dizendo que poderia me fazer virar mulher. Essas coisas, sabe? Que eu escuto todo dia basicamente na rua. Eu me tranquei dentro de casa. Eu tinha medo de sair na rua sozinho. Muito medo, muito, muito medo mesmo. Cheguei a um ponto de achar que poderia entrar em depressão. Só que agora eu estou voltando com tudo por causa do futebol.”

Denúncias de violência contra pessoas trans na Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos
Canais recebem vítimas de discriminação, negligência, tortura, trabalho escravo, tráfico de pessoas, abuso financeiro, violência física, institucional, psicológica e sexual

Idealizado para inserir os meninos no universo do esporte, o projeto tornou-se um reduto de fuga na vida de jovens que não conseguiam ser aceitos no mundo esportivo. Seja por falta de oportunidade, incentivo ou, até mesmo, por medo de sair de casa.

Mas o Transviver é uma exceção

Sem estrutura financeira, o time costuma marcar os treinos em quadras públicas no Recife — Foto: Elton de Castro

Em âmbito mundial, a inserção de transexuais no esporte ainda caminha a passos lentos. São apenas 14 anos desde a primeira vez em que o Comitê Olímpico Internacional se pronunciou sobre a participação de atletas trans nas Olimpíadas. Foi em 2004, no Congresso de Estocolmo, na Rússia, antes dos Jogos de Atenas, que o COI estabeleceu seus três primeiros requisitos: mudança de sexo – com cirurgia -, terapia hormonal e reconhecimento legal da mudança no país de origem.

Ao fim de cada ciclo olímpico, no entanto, o Comitê avalia os resultados das disputas, revisa e aperfeiçoa suas diretrizes. Há dois anos, em novembro de 2015, em uma reunião de consenso sobre reatribuição do sexo e hiperandrogenismo – antes da Olimpíada do Rio, em 2016 -, fez as primeiras alterações. Homens trans passaram a poder competir sem restrições, enquanto mulheres ainda precisam preencher quatro condições. Mas a cirurgia deixou de ser obrigatória para ambos. E o nível de testosterona, que precisava ser menor que 10 namonol/l – duas unidades abaixo da média dos homens, que varia de 12 a 14 nmol/l – durante dois anos antes das competições femininas, foi reduzido para um ano.

No Brasil, a participação de pessoas trans no esporte de alto rendimento se reduz a números ínfimos. E se restringe em sua maior parte às mulheres. Para se ter uma ideia do cenário, uma consulta foi feita com todas as 33 confederações de esportes olímpicos do país. E somente uma atleta aparece entre os registros das 27 que responderam: Tifanny Abreu, que ganhou notoriedade por se tornar a primeira mulher trans a disputar uma partida oficial da Superliga Brasileira de Vôlei Feminino.

Desde que reestreou nas quadras, agora como mulher, no dia 10 de dezembro de 2017, Tifanny tem sido vítima de protestos contra sua participação no torneio. No início deste ano, inclusive, por orientação da Federação Internacional de Vôlei, a oposta ficou fora da lista de convocadas para defender a Seleção Brasileira Feminina na Liga das Nações.

– A Federação Internacional só deu uma parada agora porque eles querem estudar uma forma mais fácil de nos integrar nos torneios internacionais deles para ver se não tem uma diferença. Com certeza, não terá. Mas são como as pessoas que são naturalizadas, que pegam três, quatro anos sem poder jogar pelo país naturalizado. Talvez, isso aconteça comigo também. Talvez dois, três anos sem poder jogar torneios internacionais. Pode ser só para eles terem certeza se você está realmente no nível feminino. Pode acontecer de alguém querer trapacear as leis, o que acho provável que não aconteça e espero que não aconteça. Se você for uma mulher trans, que você seja uma mulher trans. Não porque você quer jogar um vôlei, ser alguma coisa na vida – disse Tifanny.

Mas essa reação não é de hoje. Começou ainda na década de 1930, quando a dinamarquesa Lili Elbe, antes Einar Wegener, tornou-se a primeira pessoa, ou pelo menos a primeira de que se tem registro, a se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo (na Alemanha). No Brasil, veio acontecer somente após 40 anos, quando, em dezembro de 1971, o médico Roberto Farina operou Waldirene, no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo. Sete anos depois, e apenas meses após operar João W. Nery – primeiro homem trans submetido à mudança no país -, o cirurgião foi condenado pela Justiça a dois anos de reclusão por lesão corporal de natureza gravíssima.

Assista ao vídeo – Linha do tempo conta fatos marcantes para a vida de transexuais ao longo da história

Enquanto transexuais brigavam pelo direito à saúde no Brasil, nos Estados Unidos começavam a dar os primeiros passos no esporte. Renée Richards largou as quadras de tênis na década de 1960, após disputar a chave masculina do US Open. Quinze anos depois, quando passou a, enfim, se ver em seu próprio corpo, decidiu voltar ao esporte. Mas para isso, a tenista precisou passar por “provas de sexo”, assim relatou o Diario de Pernambuco na época, e somente garantiu o direito de disputar o US Open – dessa vez, pela chave feminina – com uma ação na Suprema Corte de Nova Iorque. O caso ganhou notoriedade para além das fronteiras dos Estados Unidos, chegando a estampar as páginas do Diario de Pernambuco – jornal publicado no Recife, em Pernambuco, e o mais antigo da América Latina – cinco vezes durante o ano de 1977, quando Renée iniciou a briga para disputar o torneio.

Em 1978, Renée Richards ganhou o Torneio Avon, de Fort Myers, um dos mais importantes dos Estados Unidos no tênis — Foto: Photo by Gaffney/Liaison

Apesar de Tifanny Abreu escrever seu nome como pioneira, antes mesmo da atleta conseguir a liberação do COI, já havia uma mulher trans em atuação no vôlei brasileiro. Mas ainda em nível estadual. Em março do ano passado – nove meses antes da estreia da oposta do Bauru -, Isabele Neris, aos 25 anos, foi autorizada a competir em torneios ligados à Federação Paranaense de Vôlei, defendendo o “Voleiras”, em campeonatos amadores. Depois das duas, somente mais uma conseguiu quebrar barreiras no esporte nacional – quando Maria Cysneiros, de Juiz de Fora, no Maranhão, aos 23 anos anos, tornou-se a primeira trans a disputar os Jogos Universitários do Brasil. E também no vôlei.

Assista ao vídeo – Jéssica Bezerra, jogadora trans de vôlei, fala sobre preconceito e desafios no esporte

Ao norte do Ceará, no município de Beberibe, a levantadora Jéssica Bezerra não teve as mesmas oportunidades. Começou no vôlei profissionalmente há 12 anos, disputando campeonatos estaduais e regionais, quando já estava em processo de transição. Em 2016, desembarcou na Europa para competir na cidade de Valencia, na Espanha. E foi assim por dois anos. O detalhe, é que Jéssica sempre dividiu as quadras com homens. Agora, já aos 37 anos de idade, finalmente poderá atuar pelo time ao qual realmente pertence.

“Como o Brasil teve essa aceitação à mudança de nome para nós transexuais, hoje eu tenho meu registro assinado como Jéssica, todos os meus documentos foram mudados e a Europa me dará a primeira oportunidade. É a realização maior de minha vida”, conta a atleta.

Diferentemente de Tifanny, que – mesmo muito abaixo do limite permitido, com apenas 0,2 ng de testosterona no corpo – passou pela transição já na casa dos 30 anos, Jéssica se hormoniza desde os 15. Mas ambas estão dentro dos critérios estabelecidos pelo Comitê Olímpico Internacional. Foram esses critérios, inclusive, que respaldaram uma outra Jéssica, de sobrenome Millaman, na província de Chubut, na Patagônia argentina.

Assista ao vídeo –  Jessica Millaman, jogadora trans de hóquei, fala sobre preconceito e desafios no esporte

A jogadora de hóquei sobre grama, de 33 anos de idade, como parece ser regra na carreira de atletas trans, largou o esporte ao iniciar o processo de transição. Saiu de casa aos 15 anos e recorreu à prostituição para se sustentar – somente deixando para trás quando aprendeu o ofício de cabeleireira. Há três anos, voltou ao hóquei, mas sua federação local rejeitou seu vínculo por ela não ter passado pela cirurgia de mudança de sexo. E o novo regulamento do COI que amparou a determinação da Justiça para o retorno da atleta às quadras.

“Quando começamos a tomar hormônio feminino, em muito pouco tempo nós temos o mesmo nível de hormônio de uma mulher cis (cissexual ou cisgênero são termos utilizados para se referir às pessoas cujo gênero é o mesmo que o designado em seu nascimento). Assim como, se deixarmos, nós voltamos a ter hormônio masculinos. Por isso, o COI tem um protocolo a cumprir, que é manter o tratamento e manter o nível de hormônio feminino para poder competir. Eu não creio que seja assim (levar vantagem física). Treino com meninas que são mais fortes que eu, que correm mais que eu”, explica Jessica.

Jessica Millaman (a direita) abriu as portas no hóquei sobre grama na Argentina, há dois anos — Foto: Acervo pessoal

Se a participação de mulheres trans no alto rendimento no Brasil se reduz a números ínfimos, no caso dos homens, o cenário é ainda mais inexpressivo. O mais perto que chegaram de ter uma representação acontece no futebol, mesmo que em campeonatos amadores. É o caso do Meninos Bons de Bola, primeiro time de futebol formado por homens trans, em São Paulo, ainda em 2016. E inspiração para a criação do Transviver, em Pernambuco, em agosto deste ano.

Em âmbito mundial, a participação de homens trans chegou perto de ter um marco nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Isso porque Chris Mosier – um dos catalisadores da mudança nas regras do COI, há dois anos – integrou a Seleção dos Estados Unidos no biatlo. Seria o primeiro caso de um atleta masculino declaradamente trans na disputa dos Jogos. No início da carreira, chegou a correr no feminino, mas desistiu do ranking na categoria quando iniciou a transição, ainda em 2010. O atleta brigou por vaga para o triatlo, já que o biatlo ocorre somente nas Olimpíadas de Inverno, mas não se classificou.

“Eu sou um homem americano na equipe dos Estados Unidos. Eu represento o nosso país. Represento o melhor do nosso país. Eu sou um homem transexual americano. E represento as possibilidades para todas as pessoas. Esperança. Mas como podemos criar esperança, quando parece que não há nenhuma? Como eu posso competir internacionalmente representando a diversidade e força dentro do nosso país, mas não sou respeitado ou protegido por quem nos governa?”, disse em sua rede social.

Chris Mosier foi o primeiro triatleta transgênero da equipe americana — Foto: Reprodução/Facebook

Se há realmente vantagem física, é uma pergunta que ainda não pode ser respondida com certeza por profissionais da área de saúde. Isso porque a avaliação realizada pela medicina ainda parte apenas do âmbito teórico.

– É uma pergunta sem uma resposta clara. No caso dos homens trans, eles vão adquirir massa óssea, muscular, que vai ficar semelhante ao dos homens cis. Pela lógica teórica, não vai haver nenhuma vantagem. Para a mulher, (o hormônio) bloqueia a ação da testosterona. Deixa de agir no músculo, no esqueleto. Depois de um tempo de tratamento, a estrutura vai se assemelhar muito ao esqueleto da mulher cis – explica o endocrinologista do Hospital das Clínicas, Erik Trovão.

– A ciência é parca no que diz respeito à fisiologia do esporte do indivíduo trans que usa hormônios e/ou que se submete a cirurgia. O que podemos deduzir hoje é que, se os níveis de testosterona estiverem abaixo do limite preconizado pelo Comitê Olímpico Internacional, não há porque achar que a mulher trans é superior, do ponto de vista muscular ou de performance aeróbica, do que a mulher cis – afirma a endocrinologista Carol Thé.

Barbeiro no Recife, Áislan é um dos 18 meninos que encontrou refúgio no futebol com o time do Transviver — Foto: Elton de Castro

Mas qual seria a melhor forma de incluir homens e mulheres trans no esporte de alto rendimento?

Após a estreia de Tifanny na Superliga, outras atletas se posicionaram por temer uma perda de espaço no vôlei devido ao surgimento do “mercado trans”. Mas apenas 1,1% de toda a população mundial é composta por mulheres trans, enquanto 0,8% é de homens – aponta o artigo Sport and Transgender People: A Systematic Review of the Literature Relating to Sport Participation and Competitive Sport Policies (Revisão sistemática da literatura referente à participação esportiva e políticas esportivas competitivas), publicado em 2016, pela revista Sports Medicine. São 60 milhões de homens e 83 milhões de mulheres. O equivalente, respectivamente, à população conjunta dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, acrescentando ainda Minas Gerais no segundo caso.

À primeira vista, pode parecer muito. Mas é preciso considerar que somente parte dessas pessoas investem na carreira de atleta. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2015, apontou que mais de 75% das pessoas no Brasil nem sequer praticam esportes. Tornando inviável a possibilidade de criar uma categoria somente para transexuais, como por vezes se sugere.

Mas não somente por conta dos números. De acordo com o defensor público Henrique da Fonte, a criação de uma seleção à parte, vale ressaltar, não respeitaria o tratamento digno a que as pessoas têm direito.

“Você estaria automaticamente dizendo que são pessoas de segunda classe. Que elas não podem competir de nenhuma forma, seja na seleção masculina ou feminina. Fazendo uma terceira seleção, à parte, de pessoas trans, você estaria as colocando como segundo plano. Não estaria respeitando a dignidade das pessoas. Não seria um tratamento digno e constitucional que essas pessoas merecem.”

Lili Elbe chamou atenção para a existência de transexuais ainda na década de 1930, quando submeteu-se à primeira cirurgia de mudança de sexo de que se tem registro. Mas o debate sobre a participação de homens e mulheres trans no esporte, mesmo quase 90 anos depois, ainda é muito recente na história da ciência.

Lili Elbe foi primeira pessoa, de que se tem registro, a submeter-se a uma cirurgia genital — Foto: The Wellcome Library, London

Até mesmo o reconhecimento na sociedade segue sendo um embate diário. Palco da disputa do primeiro torneio disputado pela tenista Renée Richards, os EUA caminham para o retrocesso nos direitos das pessoas trans. Isso porque, de acordo com o jornal norte-americano New York Times, o governo de Donald Trump estuda adotar a definição de gênero como uma condição “biológica e imutável”, determinada pela genitália ao nascer. Definição que, se for adiante, afetará diretamente 1,4 milhão de americanos que hoje se declaram trans.

A socialite Caitlyn Jenner – ouro no decatlo nas Olimpíadas de 1976, décadas antes da transição, e também conhecida pelo reality show Keeping Up with the Kardashians – apoiou a candidatura de Trump nos Estados Unidos. Quase dois anos após a eleição, manifestou-se contra o presidente.

Em meio ao preconceito sofrido e a briga por aceitação, seja em casa, nas ruas ou nas quadras, falta informação. Atualmente, conta o endocrinologista Erik Trovão, a medicina clama por investimento em estudos que possam, enfim, dar respostas que ultrapassem a barreira do teórico para essas pessoas.

“A performance física não depende só de hormônio. Tem também uma questão genética. Uma dúvida é o condicionamento cardiorrespiratório, porque o hormônio teria menos influência. Então até que ponto vai trazer a performance física, a gente não tem como responder. Dos homens, a polêmica é menor. Mas em relação às mulheres, o que se precisa é investir em estudos de performance entre mulheres trans e cis para saber se existe diferença. A gente não pode tirar conclusões de estudos pequenos.”

5 de setembro de 2017 – tatuagem marca a data de quando iniciou a transição — Foto: Camila Alves

Acesse e leia nossos “Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol” 20142015 e 2016, com os casos de preconceito e discriminação no esporte brasileiro aqui.

Fonte: Globo Esporte

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